Do Revolution/Revolución, voz do Partido Comunista Revolucionário, EUA (em inglês a 9 de março de 2026 e em castelhano a 11 de março de 2026)

Três linhas divisórias:

Dos comunistas revolucionários, sobre a guerra dos EUA e Israel contra o Irão

PRIMEIRA: A guerra dos EUA e Israel contra o Irão é um enorme e contínuo crime de guerra por parte dos EUA e Israel, com o potencial de se converter em algo ainda mais terrível, muito para além das suas atuais horrendas dimensões.

No entanto, todos os políticos burgueses (capitalistas-imperialistas) nos Estados Unidos e praticamente todos os comentadores fazem questão em salientar o quão terrível é a força do regime que governa o Irão. Alguns pontos importantes a destacar:

Sim, este regime iraniano de tiranos fundamentalistas islâmicos brutalmente opressores é verdadeiramente terrível. Mas, ao contrário do que repetem continuamente os políticos burgueses de ambos os partidos políticos da classe dominante (tanto o Democrata como o Republicano), e outros representantes do imperialismo dos EUA, este regime iraniano não é a força terrorista mais terrível do Médio Oriente (ou do mundo inteiro, como afirmou Trump). Essa “distinção”, em relação ao Médio Oriente, pertence claramente a Israel, um estado terrorista genocida que cometeu, e continua a cometer, atrocidades a uma escala muito superior à do regime iraniano. (E, em termos mundiais, a força mais destrutiva, e sim, terrorista, são claramente os EUA, não só na forma do atual regime fascista, mas em geral e desde há muito tempo.)

O facto de, nesta guerra contra o Irão, o regime de Trump/EUA estar total e energicamente alinhado com o estado terrorista genocida de Israel é mais uma profunda denúncia da natureza de todo este sistema. E o facto de nenhum político proeminente do Partido Democrata ter denunciado as coisas nestes termos essenciais, nem sequer nas suas “dúvidas piedosas e emendas insignificantes” sobre a maneira como o regime de Trump tem levado a cabo esta guerra, é mais uma denúncia reveladora da verdadeira natureza e do papel do Partido Democrata como instrumento do monstruoso sistema do capitalismo-imperialismo dos EUA.

SEGUNDA: Durante mais de quatro décadas, desde que a insurreição revolucionária do povo iraniano foi sequestrada por forças fundamentalistas islâmicas reacionárias em 1979 (que, ao consolidarem o seu regime assassino, suprimiram cruelmente as forças progressistas e sobretudo as forças comunistas revolucionárias), temos sido muito claros sobre, e denunciado constantemente, a natureza altamente opressora deste regime no Irão, e temos apoiado a resistência de massas contra ele, ao mesmo tempo que apoiamos os comunistas revolucionários no Irão, que têm estado a trabalhar de forma consistente para derrubar este regime, e que têm enfrentado a tortura e os mais terríveis massacres às mãos do regime e, repetimos, desde há mais de quatro décadas.

Mas nunca permitimos que a natureza reacionária altamente opressora do regime islâmico obscureça o facto de que toda a história e o papel atual do imperialismo dos EUA em relação ao Irão têm sido em oposição fundamental aos interesses fundamentais do povo iraniano, e que tem sido responsável pelo horrendo sofrimento que lhe tem sido infligido. Um importante fator que permitiu a ascensão ao poder do regime islâmico reacionário no Irão foi o papel do imperialismo dos EUA no derrube do governo popular (e não fundamentalista islâmico) de Mossadegh no Irão em 1953, instalando em lugar dele o sangrento regime do Xá e apoiando-o totalmente durante décadas (um regime que, juntamente com a sua contínua e brutal repressão e tortura, não por acaso também massacrou milhares de iranianos que se levantaram contra ele, na revolução iraniana de finais da década de 1970). Nada de bom pode vir das ações dos EUA, em conjunto com Israel, e daqueles que, como o filho do Xá, atuam como agentes dessas forças sanguinárias.

O derrube do reacionário regime islâmico no Irão, e a possibilidade de que dele emerja algo verdadeiramente positivo, só pode ser concretizado através de um levantamento genuinamente revolucionário das massas populares iranianas, conscientes da verdadeira natureza não só do opressivo regime islâmico, mas de todas as forças opressoras e reacionárias na região e no mundo, especialmente de Israel e da força ainda mais poderosa e destrutiva por trás dele, o imperialismo dos EUA, e que se oponham resolutamente a eles.

TERCEIRA: É crucial que os protestos contra este massivo crime de guerra, cometido pelos EUA e Israel, se manifestem o mais rapidamente possível, de uma forma oportuna, e todas as forças políticas precisam de ser avaliadas em termos de onde se situam e o que fazem em relação a isto.

E é crucial que as pessoas examinem seriamente o problema mais profundo do sistema que está a impulsionar esta loucura, e a solução revolucionária para criar um mundo radicalmente diferente e muito melhor.

Não à guerra dos EUA contra o Irão!
Em nome da humanidade, recusamo-nos a aceitar uns Estados Unidos fascistas!
Todo este sistema está putrefacto e é ilegítimo — Precisamos e exigimos um modo de vida completamente novo, um sistema fundamentalmente diferente!

 

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